Flores Negras: Tangos Augmentados
Flores Negras: Tangos Augmentados
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Fleurs Noires, a orquestra formada exclusivamente por mulheres que está inaugurando uma nova era para o tango.<div> A memória argentina encontra a escrita contemporânea, a eletrônica e as formas imersivas, em um único impulso criativo.</div><div><br></div><div> Aqui, o tango não se fixa em sua herança: ele se torna novamente um material vivo, um campo de experimentação, tensão e liberdade.</div><div><br></div><div> Fundado em 2003 por Veronica Votti, Luciana Jatuff e Andréa Marsili, o Fleurs noires se consolidou, entre Buenos Aires e Paris, como um conjunto singular de tango contemporâneo. O grupo se fundamenta em uma parceria duradoura entre musicistas e amigas, nutrida pela escuta atenta, lealdade e uma visão artística compartilhada. Há mais de vinte anos, elas desenvolvem uma prática criativa contínua, impulsionada sobretudo pelas composições de Andréa Marsili, onde o tango dialoga com o jazz, a música contemporânea e explorações sonoras mais amplas.</div><div><br></div><div> Com Tangos Aumentados, essa trajetória atingiu um ponto decisivo de maturidade. Concebido a partir das composições de Andrea Marsili, o álbum aprofunda-se na exploração da orquestração, da eletrônica, dos timbres e do movimento do som no espaço. As peças combinam uma orquestra típica com seu equivalente virtual pré-gravado, alimentado por uma composição sintética desenvolvida a partir de materiais sonoros derivados de gestos.</div><div> instrumentais específicos do tango. Dessa sobreposição de sons acústicos e eletrônicos emerge um jogo de espelhos, mudanças de fase e</div><div> Complementaridades inéditas, abrindo novas perspectivas na escrita contemporânea do gênero. Diversas peças exploram o diálogo entre a música de Andrea Marsili e os textos de Omar Marsili. O álbum também conta com a participação de vários convidados, incluindo Tomás Gubitsch, uma figura de destaque.</div><div> grandes figuras do tango contemporâneo; Mandy Lerouge, Aureliano Marin e Vanesa García, que reforçam sua voz, rítmica e</div><div> som.</div><div><br></div><div> Ao longo dos anos, o Fleurs Noires desenvolveu uma abordagem que vai além do contexto de concertos. O grupo se envolve em atividades educativas e de extensão com públicos diversos, em conservatórios, escolas, comunidades e até mesmo em locais onde a criação musical raramente é esperada. Além disso, situa seu trabalho em diálogo com outras formas de arte, notadamente a dança, a palavra falada e a performance. Através da colaboração entre Andrea Marsili e Omar Marsili, cujos textos acompanham diversas de suas criações, surge uma maneira de fazer do tango não apenas uma forma musical, mas também um espaço de passagem, compartilhamento e renovação.</div>
