Yohann Métay em La Solitoudinée

Yohann Métay em La Solitoudinée

Data: 11/07/2025 00:00:00
Localização: Ponte dos Macacos
Artista principal: Yohann Métay
Preço: 16.500 EUR
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Descrição

<p>Por que escrever mais um espetáculo solo quando há tanto a dizer e tanto prazer em criações coletivas? Porque a solidão oferece liberdade de tom e ritmo; significa não prestar contas a ninguém além do público e da própria dignidade. Uma performance solo garante a liberdade de realmente fazer o que se deseja, de dar forma ao íntimo.<br><br> Mas que inferno é essa solidão! Essas dúvidas, essas perguntas que você faz ao espelho, só para receber as mesmas perguntas de volta. Que espelho estúpido! A loucura nunca está longe quando sua própria voz responde a si mesma, e depois responde a si mesma, e então... shh, fique quieto! Para evitar se tornar um eremita louco, nada supera fazer parte de um grupo!<br><br> Ah, o coletivo! Trata-se de troca, complementaridade, da certeza de não se comprometer cegamente com um único caminho, de compartilhar emoções, fracassos e alegrias. O coletivo abre os olhos de todos, explora espaços maiores alimentados por um número maior de neuroses, impulsionados por desejos variados. E então há esse confronto com os outros, que confronta o Eu com o Mundo e vice-versa — essa é a vida real, a vida que molda a sociedade e a identidade de um indivíduo. Só construímos o Eu dentro do Nós.<br><br> Mas grupos, que pesadelo! É a obrigação de se submeter a acordos coletivos que achamos estúpida, é aceitar diminuir o ritmo para esperar e ser ultrapassado por pessoas mais loucas do que nós. A senhorinha que larga a mala logo na saída do trem, hum; a família que se espreme contra a esteira de bagagens em Orly, grrrrr; os funcionários da recepção de um centro cultural que não leram direito a folha informativa, argh... mas estou divagando.</p><p> É uma negociação constante sobre tudo e sobre nada, e ter que lidar com o fato de que os outros não entendem o que se passa na sua cabeça porque não estão lá, ocupados demais com os seus próprios problemas. Como são tediosas essas neuroses conflitantes, essas ansiedades se atropelando, essas batalhas desajeitadas de capoeira em meio a solidões idênticas.<br><br> Essa solidão nos atira, como bebês sufocados e famintos, no frio abissal do desconhecido, tornando-nos dependentes dos outros para sobreviver. E por toda a vida tentaremos afirmar uma identidade que não existe sem os outros, no âmago de um grupo humano que não se conhece e busca a si mesmo nesse contínuo de solidão e multidão, tentando viver em equilíbrio. Entre grandes encontros festivos onde a ilusão de sermos milhares de almas afins vibrando em uníssono cria novas igrejas, e oficinas e conselhos sobre a arte de se isolar do mundo para encontrar a si mesmo, estamos perdidos.<br><br> Os retratos seriam inúmeros, tantos que seria impossível descrever e abarcar todas as formas de solidão que compõem o nosso mundo. Há quase uma para cada pessoa, formada a partir da nossa identidade mais profunda e dos nossos papéis sociais. Nesta nova narrativa, gostaria de explorar este tema fundamental: o sentimento de solidão que reside em cada um de nós e o seu confronto com o desejo de comunidade, mas também com a ansiedade de sermos consumidos, afogados por essa mesma comunidade.<br><br> É quase um terceiro conto épico, parte de um tríptico "existencialista". Depois daquele sobre essa raça solitária no meio de uma manada humana, buscando em meio ao seu orgulho algo maior do que si mesma (A Tragédia do Bib Número 512) e aquele do homem que se isolou para fugir e que desperta para tentar conquistar uma estrela inacessível, aquela que todos os outros contemplarão com espanto (A Sabotagem Sublime).</p><p> Uma nova aventura, então, uma aventura burlesca, na estrada para o Eu.</p> "Solitoudinnée" (título provisório, bizarro, mas explícito... não é?) Um monólogo tragicômico inspirado no romance "La valse des timides".

Comerciante

Nome: BilletReduc FR

Categoria: Humor

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